IMPRENSA ENASE 2020

ÚLTIMO PAINEL DO ENASE 2020 FALA SOBRE O FUTURO DA GERAÇÃO DISTRIBUÍDA NO BRASIL

 

Palestrante e debatedores observaram a transição rápida da matriz elétrica brasileira com a ampliação da Geração Distribuída e a necessidade de adaptação da regulação às novas tecnologias e modelos de negócios que vão surgindo.

 

Com uma palestra realizada pelo diretor da Thymos, Alexandre Viana, o último painel do ENASE 2020 trouxe o tema  O prosumidor de energia: GD, distribuição e o novo mercado de energia.  Em sua apresentação, Viana destacou que o setor elétrico, no Brasil e no mundo tem sofrido profundas transformações nos últimos anos, em função de novas tecnologias, novos produtos e novos modelos de negócios.

Segundo ele, as transformações do Setor Elétrico seguirão em um passo acelerado, e no Brasil, o atual modelo que hoje se configura com a presença mais forte do mercado regulado, mais centralizado, com geração e demanda mais previsíveis, para um mercado cada vez mais livre, descentralizado e intermitente, com a injeção crescente de novas fontes renováveis, ampliação da Geração Distribuída e dos Recursos Energéticos Distribuídos.  Tais transformações, segundo ele, têm sido o maior desafio no processo de modernização que devem ocorrer por meio do PLS 232 e da MP 988.

A palestra foi seguida pelo debate moderado pelo presidente presidente do Instituto Acende Brasil, Cláudio Sales, e contou com as participações da chefe da Assessoria Especial em Assuntos Regulatórios do MME, Agnes da Costa, do conselheiro da CCEE, Marco Delgado, dos presidentes da ABRADEE, Marcos Madureira, ABCE, Alexei Vivan, da ABGD, Carlos Evangelista, e da ANACE, Carlos Faria.  A tônica do debate permeou as observações com relação aos principais desafios para o futuro sustentável da geração distribuída, em suas diversas fontes renováveis, como a importância da revisão das regras de incentivo, a alocação adequada de custos e isonomia na distribuição de custos do sistema, encargos e perdas.

 

CARLOS FARIA, Presidente da ANACE

O consumidor é a razão de ser do setor elétrico. Ele não suporta mais pagar uma composição tarifária, onde 42% são encargos e tributos.
Uma preocupação é quem vai pagar alguns custos que devem vir com a modernização?  Quem pagará pelos custos da sobrecontratação que teremos com a MP 988 e também a manutenção de subsídios?
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