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24ª Edição  - 16-17 de Junho/2027
Hotel Windsor Oceânico 
R. Martinho de Mesquita, 129 - Barra da Tijuca, Rio de Janeiro - RJ, 22620-220

Reindustrialização Verde no ENASE 2026: Debate Aborda Curtailment, Competitividade e Aproveitamento de Energia Renovável

Painel destaca necessidade de integrar planejamento energético e política industrial para transformar potencial em desenvolvimento econômico

"Reindustrialização Verde: Curtailment, Escoamento de Energia, GD e Demanda" foi o tema do debate moderado por Clauber Leite (Instituto E+), com a participação de Antonio Carlos Vilela (FIRJAN), Lorena Melo Silva Perim (MME), Mariana Amim (ANACE) e Rodrigo Sauaia (ABSOLAR).

Energia Renovável como Vetor de Desenvolvimento

O painel discutiu como transformar a abundância de energia renovável do Brasil em desenvolvimento econômico, competitividade industrial e geração de empregos. Entre os temas abordados estiveram o curtailment, a expansão da demanda, a reindustrialização verde, os sinais econômicos para novos investimentos e o papel da energia como vetor de crescimento.

Os especialistas defenderam uma maior integração entre planejamento energético e política industrial, destacando que o desafio não é apenas produzir energia limpa, mas criar condições para que ela impulsione cadeias produtivas, atraia investimentos e fortaleça a competitividade da indústria brasileira.

Potencial Energético como Vantagem Competitiva

Um dos principais debates foi a necessidade de transformar o potencial energético brasileiro em vantagem competitiva real para a indústria. Os participantes destacaram que o país possui uma das matrizes elétricas mais renováveis do mundo, mas ainda enfrenta dificuldades para converter esse diferencial em crescimento econômico e atração de investimentos.

A discussão reforçou a importância de aprimorar os sinais de preço, reduzir distorções regulatórias e criar mecanismos que estimulem o consumo produtivo da energia disponível, especialmente em regiões com excedentes de geração e restrições de escoamento.

Para os especialistas, energia limpa, sozinha, não garante competitividade. É preciso conectá-la a uma estratégia de desenvolvimento industrial de longo prazo.

Armazenamento, Resposta da Demanda e Sinais Ambientais

O painel também destacou o papel do armazenamento, da resposta da demanda e dos sinais ambientais como ferramentas para aumentar a eficiência do setor elétrico e apoiar a neoindustrialização brasileira.

Os debatedores defenderam avanços em temas como mercado de carbono, valorização dos atributos ambientais da matriz elétrica nacional e ampliação do uso de baterias, apontadas como uma das soluções para reduzir desperdícios energéticos e ampliar a flexibilidade do sistema.

Coordenação para Resultados Concretos

Ao final, prevaleceu a avaliação de que o Brasil reúne condições únicas para liderar uma economia de baixo carbono, mas que isso exigirá coordenação entre governo, setor produtivo e agentes do mercado para transformar potencial em resultados concretos.

Sinais Econômicos e Planejamento Integrado

Os debatedores reforçaram que a transição energética e a neoindustrialização brasileira dependem de uma discussão mais ampla sobre competitividade, formação de preços e aproveitamento eficiente da energia produzida no país.

O debate defendeu a necessidade de repensar os sinais econômicos do setor, avançar na solução dos cortes de geração renovável (curtailment), ampliar o uso do armazenamento e modernizar os modelos de planejamento e formação de preços.

Desenvolvimento Sustentável e Estratégia Integrada

Nas considerações finais, os participantes destacaram que o desafio não é apenas expandir a oferta de energia, mas garantir que essa energia gere desenvolvimento econômico, competitividade industrial e riqueza para o Brasil. Também houve consenso sobre a importância de promover um diálogo amplo entre governo, reguladores, consumidores e agentes do setor para construir soluções estruturais e de longo prazo.

O consenso é que, para transformar o potencial energético brasileiro em crescimento sustentável, será necessário alinhar planejamento, sinais de preço, inovação e política industrial em uma estratégia integrada de desenvolvimento.