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24ª Edição  - 16-17 de Junho/2027
Hotel Windsor Oceânico 
R. Martinho de Mesquita, 129 - Barra da Tijuca, Rio de Janeiro - RJ, 22620-220

Recuperação Energética e Resíduos no ENASE 2026: Debate Aborda Biogás, Biometano e Waste-to-Energy

Painel destaca aproveitamento energético de resíduos urbanos como oportunidade para segurança energética, descarbonização e economia circular

O aproveitamento energético dos resíduos urbanos foi apontado como uma das oportunidades mais promissoras para conciliar segurança energética, desenvolvimento sustentável e gestão ambiental no Brasil. Durante o painel "Recuperação Energética e Resíduos", mediado por Hélène Plaisance (EREN), os painelistas Heloisa Borges (EPE), Yuri Schmitke (ABREN) e Francisco Olivati (Interunion) discutiram como transformar um dos maiores desafios das cidades em uma fonte confiável de energia.

Resíduos como Fonte de Energia Firme

Os especialistas destacaram que o país gera diariamente milhares de toneladas de resíduos sólidos urbanos, que ainda têm destinação inadequada em muitas regiões. Nesse contexto, tecnologias como biogás, biometano e Waste-to-Energy (WtE) surgem como alternativas capazes de reduzir impactos ambientais, gerar energia firme e contribuir para a descarbonização da economia. O debate também ressaltou a importância da integração entre políticas energéticas, ambientais e urbanas para que o potencial dos resíduos seja plenamente aproveitado.

Energia Firme e Previsível

A capacidade dos resíduos urbanos de fornecer energia firme e previsível foi um dos destaques do painel. Em um cenário de crescente eletrificação da economia e expansão das fontes renováveis intermitentes, os especialistas defenderam que tecnologias como biogás, biometano e Waste-to-Energy (WtE) podem desempenhar papel estratégico para garantir confiabilidade ao sistema energético brasileiro.

Aproveitamento em Múltiplos Setores

Além da geração de eletricidade, essas soluções permitem o aproveitamento energético dos resíduos em diferentes setores, como transporte, indústria e agronegócio. Os debatedores ressaltaram que o Brasil possui um potencial expressivo ainda pouco explorado e que a valorização dos atributos ambientais dessas fontes será essencial para ampliar sua competitividade e acelerar sua inserção na matriz energética nacional.

Viabilidade Econômica e Benefícios Múltiplos

A viabilidade econômica dos projetos foi apontada como um dos fatores centrais para a expansão da recuperação energética no Brasil. Durante o debate, os especialistas destacaram que esses empreendimentos entregam benefícios que vão muito além da energia gerada, incluindo redução das emissões de metano, destinação ambientalmente adequada dos resíduos, geração de empregos e melhoria das condições sanitárias dos municípios.

Mecanismos Regulatórios e Financiamento

Os painelistas defenderam a criação de mecanismos regulatórios e de mercado capazes de reconhecer e monetizar esses atributos ambientais e sociais. A segurança jurídica, a previsibilidade regulatória e modelos de financiamento de longo prazo também foram apontados como elementos fundamentais para atrair investimentos e viabilizar projetos de maior escala em todo o país.

Agenda Integrada para Desenvolvimento Sustentável

Encerrando o painel, os participantes reforçaram que o aproveitamento energético dos resíduos deve ser encarado como uma agenda integrada, que reúne desenvolvimento econômico, gestão ambiental, planejamento urbano e segurança energética. O Brasil possui grande disponibilidade de resíduos urbanos e agroindustriais, além de demanda crescente por soluções capazes de fornecer energia firme e reduzir emissões.

Economia Circular e Transição Energética

Com mediação de Hélène Plaisance (EREN) e participação de Heloisa Borges (EPE), Yuri Schmitke (ABREN) e Francisco Olivati (Interunion), o debate destacou que transformar resíduos em energia significa também gerar valor econômico, promover a economia circular e contribuir para uma transição energética mais eficiente e sustentável. Os especialistas defenderam que o avanço dessa agenda dependerá da combinação entre inovação tecnológica, educação ambiental, regulação adequada e cooperação entre os setores público e privado.